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  • Maioria dos utilizadores ignora publicidade no Facebook

    Quatro em cada cinco utilizadores do Facebook nunca adquiriram um produto ou serviço fruto da publicidade ou comentários presentes na rede social. A conclusão é de uma análise levada a cabo pela Reuters/Ipsos junto de 1032 americanos, que faz notar também que há ainda muito a fazer para transformar uma base de 900 milhões de utilizadores em dinheiro, através da publicidade.

    A análise denunciou que 34% dos utilizadores de Facebook inquiridos estão a passar menos tempo naquela plataforma do que há seis meses, enquanto que 20% estão a passar mais tempo.

    Os números aferidos acentuam as preocupações dos investidores face à capacidade de o Facebook gerar retorno financeiro, o que provocou já um decréscimo do valor das acções da rede social em 29%, desde que deu entrada em bolsa, no mês passado. Esta quebra fez com que o valor de mercado da plataforma de Mark Zuckerbeg diminuísse de 104 mil milhões de dólares (cerca de 83,3 mil milhões de euros) para perto de 74 mil milhões (aproximadamente 59,3 mil milhões de euros).

    Os 900 milhões de utilizadores do Facebook colocam a rede social entre as plataformas de internet mais populares, desafiando mesmo players gigantes da internet como a Google e a Yahoo. Ainda assim, nem todos estão convencidos de que a empresa de Zuckerberg tenha descoberto a fórmula que traduz a sua popularidade num negócio que justifique a sua elevada valorização de mercado.

    Num outro ponto, um estudo de Fevereiro da empresa eMarketer apontou que a publicidade feita através de emails é mais eficaz do que aquela que é feita no Facebook. Como relembra o Público, estas preocupações tornaram-se ainda mais notórias quando, no mês passado, a General Motors – a terceira maior investidora publicitária dos EUA – retirou os anúncios da rede social. O grupo, detentor de marcas como Opel e Chevrolet, investiu 10 milhões de dólares (cerca de 7,86 milhões de euros) no ano passado em publicidade no Facebook, de um orçamento global que, segundo o The Wall Street Journal, se cifrava em 1,8 mil milhões de dólares.

    Recorde-se que no primeiro trimestre deste ano o Facebook tornou público que as receitas provenientes de publicidade tinham diminuído 7,5%, atribuindo o decréscimo a “tendências sazonais” .

    Ainda assim, a rede social escusou-se a comentar os dados da investigação da eMarketer. Optou, antes, por destacar os pontos positivos da sua estratégia publicitária, salientando que empresas como a Nutella tiveram um aumento de vendas de 15%. Outro dos exemplos apontados foi o da cadeia de restaurantes Applebee’s, que voltou ao negócio após começar a anunciar na rede social.



  • Carmen arranca no mercado como bomba de criatividade

    A unidade criativa da Young Network cresceu e saiu da “asa” do grupo de comunicação. Dá pelo nome de Carmen a nova agência de publicidade que arranca hoje no mercado, para trabalhar não só a área publicitária mas também a de branding e de design. “Bombshell Creativity” é a assinatura que espelha o posicionamento da agência. Foi a «experiência na área criativa e a exposição internacional» do departamento criativo da Young Network, a par de uma equipa «experiente e todo-o-terreno» que ditaram a autonomização, como explica à Marketeer João Duarte, CEO do grupo.

     

    Sob a direcção criativa de João Peral, a Carmen actuará com uma equipa de 15 pessoas. A direcção executiva está a cargo de Rita Branco e a de arte nas mãos de Milene Candeias e Cristina França. Luís Miranda é o responsável pela área de copy/texto e Rita Rodrigues é comercial sénior.

    A agência começará por trabalhar o mercado angolano, moçambicano e cabo verdiano, além do português, territórios onde a Young Network tem presença física garantida. Na calha está também o desenvolvimento de projectos para o Leste Europeu e para o Brasil, adianta João Duarte.

    A experiência internacional é, aliás, e como reforça o CEO do grupo Young Network, o grande eixo distintivo da Carmen. De facto, mais de metade do negócio da recém-criada agência é já internacional. Três milhões de euros é quanto a agência espera facturar em 2013, sendo que Portugal será, ainda assim, o mercado mais relevante, respondendo por «quase metade do volume de negócios da agência», avança João Duarte.

    A agência inicia actividade com mais de 10 clientes de trabalho contínuo em carteira. Sem avançar nomes, João Duarte informa que assegurados estão já clientes da área da banca, petrolífera, telecomunicações, seguros, turismo e grande consumo.

    Por revelar ficaram também os investimentos alocados à criação da agência, mas o CEO garantiu que, numa fase inicial, a maior fatia caberá à contratação de elementos para a equipa da Carmen. Fora de portas o investimento está já diluído noutros, anteriormente feitos pelo grupo Young Network, ressalva o responsável.

    Texto de Daniela Domingos



  • Cerveja Estrella Damm entra em Portugal com aposta na tradição

    A marca de cerveja catalã Estrella Damm estreou-se no mercado português pela mão da Sumol+Compal, numa parceria que abrange os próximos cinco anos. Na bagagem, a insígnia promete trazer mais de um século de tradição cervejeira e um portefólio diversificado, que serão os seus principais eixos de diferenciação.

    Estrella Damm (cerveja lager), Bock Damm (lager preta), Voll Damm (dobro do malte), Free Damm (sem álcool) e Estrella Damm Inedit (desenvolvida em parceria com Ferran Adrià, chef do restaurante elBulli, e destinada a restaurantes de luxo) são as cinco variedades que completam o portefólio da marca sediada em Barcelona no mercado português. Apenas a cerveja lager será comercializada na distribuição moderna, enquanto o canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés) irá receber toda a gama. O objectivo da marca passa por vender 20 milhões de litros em cinco anos, alcançando uma quota de mercado de 3,5%.

    Nesse sentido, a parceria com o Grupo Damm serve sobretudo para reforçar o portefólio de cervejas da Sumol+Compal - que alienou recentemente a marca de cerveja Tagus ao grupo espanhol - e consolidar a rede de distribuição da empresa no canal Horeca. Até ao momento, a Sumol+Compal já fechou parcerias com cerca de 1600 clientes deste circuito, num universo de 30 mil clientes directos e indirectos que a empresa possui.

    Esta força na distribuição é, pois, o grande trunfo da Sumol+Compal para implementar a marca no mercado nacional. Em termos de comunicação, o principal activo da Estrella Damm, marca fundada em 1876, será a sua própria experiência, num mercado cada vez mais focado nos territórios do futebol e música. «Mais do que uma nova cerveja é um novo conceito, que assenta na tradição cervejeira e no portefólio», garante Luís Marques, director da divisão de Águas e Cervejas da Sumol+Compal.

    «A tradição é um território que não está ocupado em Portugal», sublinha o responsável, acrescentando que o importante é que a marca, que é «a mais antiga da Península Ibérica» neste segmento e ainda mantém a receita original, tenha «uma história para contar». “Tradição Cervejeira” foi mesmo a assinatura escolhida para o mercado português, embora a marca só comece a comunicar a partir do próximo ano.

    Apesar de se assumir como uma marca premium, a Estrella Damm vê os dois grandes players do mercado, Sagres (detida pela Sociedade Central de Cervejas) e Super Bock (Unicer), como os seus concorrentes reais. «Não somos super premium nem mainstream, mas dizer que os concorrentes são Heineken e Carlsberg, com a pouca expressão que eles têm no mercado [português], seria muito limitativo», conclui Luís Marques.

    Texto de Daniel Almeida



  • Disney quer banir publicidade à comida de plástico

    Em nome do combate à obesidade infantil, a Walt Disney anunciou hoje que pretende excluir dos seus programas de televisão, rádio e das suas páginas online todos os anúncios à chamada “junk food” (“comida de plástico”). A empresa pretende adoptar novos padrões de nutrição a partir de 2015, para restringir a colocação de anúncios a comida e bebidas que sejam destinados a menores de 12 anos.

    As novas regras seguirão algumas directrizes como a promoção da fruta e vegetais, a imposição de limites às calorias dos produtos e a diminuição de gordura saturada, sal e açúcar, mas não poderão ser implementadas antes de 2015 devido aos contratos de publicidade em vigor, informa empresa em comunicado citado pela agência Bloomberg.

    Para já, a Disney, que detém estúdios de cinema, parques temáticos, estações de rádio e até a estação televisiva norte-americana ABC, adianta apenas algumas das regras que pretende adoptar. Os cereais anunciados não poderão, por exemplo, ter mais do que 130 calorias ou 10 gramas de açucar por porção individual. E revelou ainda que até ao final do ano, os produtos que correspondam aos padrões da companhia vão passar a apresentar um “selo Mickey”.

    O plano foi hoje anunciado numa conferência realizada em Washington que juntou Bob Iger, presidente executivo da Disney, e Michelle Obama, primeira-dama dos Estados Unidos, que lidera a campanha contra a obesidade infantil “LeT's Move”.

    De acordo com Bob Iger, o novo plano – que alarga as regras definidas pela empresa em 2006 – é «uma vitória para nós [Disney], para as empresas alimentares, e uma grande vitória para as famílias». Apesar de admitir que «muitos» dos produtos actualmente anunciados pelas empresas não são saudáveis para as crianças, o responsável expressou a vontade de «trabalhar com essas companhias para que possam continuar a anunciar nos nossos programas produtos que sejam nutritivos e que cumpram as nossas exigências».

    A Disney «percebeu que o que é bom para as crianças também pode ser bom para o negócio», aplaudiu Michelle Obama. A primeira-dama lamentou ainda que as crianças «sejam constantemente bombardeadas com mensagens sofisticadas», que as atraem para produtos que nem sempres são saudáveis. De acordo com a Bloomberg, estima-se que todos os anos as empresas alimentares gastem cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,29 mil milhões de euros) em anúncios para impactar crianças abaixo dos 12 anos de idade.



  • Young & Rubicam e DNA criam para a ModaLisboa

    A campanha de comunicação da 39ª edição da Lisboa Fashion Week será, pela primeira vez, assinada pela agência de publicidade Young & Rubicam (Y&R) e pela DNA - Design New Approach, que pertence à network Y&R Brands, no âmbito de uma parceria firmada com a Associação ModaLisboa.

    A campanha publicitária irá arrancar em imprensa no mês de Agosto, enquanto um spot televisivo irá para o ar em Outubro.

    A próxima edição da ModaLisboa terá lugar no Pátio da Galé entre 11 e 14 de Outubro, e irá apresentar as colecções dos principais criadores da moda nacional para o Verão 2013.



  • Aeroporto de Lisboa tem nova área comercial

    st7_6515Foi inaugurada, na zona restrita de Partidas do Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, a primeira fase da nova área de retalho. Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Burberry e BeTrend.store (que contempla as marcas Armani Jeans, Guess, Furla, Michael Kors, Mandarina Duck e DKNY) são algumas das marcas que os passageiros poderão encontrar agora naquela área. Também a Lacoste se encontra ali presente, a par da joalharia H. Stern. Para as próximas semanas estão previstas as aberturas das lojas Ralph Lauren e Montblanc.

    Paralelamente, o Aeroporto de Lisboa apresenta agora um conceito de walk-through, sob a sigla Just for Travellers - Duty Free Store. A inspiração para esta disposição partiu de aeroportos como o de Singapura, revela à Marketeer Luís Rodolfo, director de Retalho da ANA Aeroportos, empresa responsável pela gestão exploração e desenvolvimento do Aeroporto de Lisboa. Esta loja reúne ofertas em áreas como perfumaria, cosmética, bebidas, chocolates e toda uma área de artigos regionais portugueses, intitulada Taste Portugal.

    Às marcas Dior, Lancôme, Emporio Armani e Chanel, juntam-se agora nomes como MAC, Kiehl's, Body Shop, Sisley e Armani Cosmetics, que colocam beauty advisors ao dispôr dos passageiros. De destacar a aposta da Just for Travellers - Duty Free Store em novas tecnologias, com o investimento em tablets em diferentes áreas, que procuram cumprir uma função didáctica, com a história dos artigos em causa, a forma como devem ser consumidos, entre outras informações. Na área de perfumaria, por exemplo, estes suportes ajudam o passageiro a escolher o seu perfume, consoante os seus gostos, signos, tipos de aroma.

    A ANA- Aeroportos de Portugal tem vindo a investir na melhoria constante e modernização do Aeroporto de Lisboa, tendo em conta que as receitas das actividades não aeronáuticas, como é o caso do Retalho, contribuem para a manutenção das taxas aeroportuárias e, consequentemente, para a competitividade dos aeroportos nacionais. De referir que o negócio da não aviação representa cerca de 35% do total do negócio aeroportuário.

    As novas áreas comerciais do aeroporto contam com assinatura da Broadway Malyan, empresa internacional de arquitectura, urbanismo e design , a cargo da qual ficou o projecto de arquitectura, design de interiores e retail planning.

    A extensão do negócio de retalho da ANA no Aeroporto de Lisboa não ficará, no entanto, por aqui. Até ao final do ano serão inaugurados cerca de 30 espaços comerciais, podendo a área comercial corresponder, em 2013, a uma dimensão total de nove mil metros quadrados.

    De destacar a inauguração, em data ainda a definir, da Loja Portugal, um espaço de 400m2 onde serão dedicadas áreas ao Artesanato, Design, Moda, Cultura e Sabores nacionais. Pandora, Swarovski, Springfield, Women'Secret, Accessorize, L'Occitane, Starbucks, Porshe Design, Godiva, Neuhaus, Lanidor e Fauchon são outras das aberturas que se encontram na calha.

    Estas renovadas abordagens vêm responder ao indicador "emoção por m2", criado pela ANA Aeroportos, que se traduz na capacidade de envolver, entreter, ensinar e surpreender os consumidores com renovados conceitos/produtos e serviços exclusivos do aeroporto.

    Planos que resultam de uma estratégia com objectivos traçados para 2016, no âmbito do qual a ANA pretende atingir os 75 milhões de euros em receitas de retalho.



  • 40% dos filmes dos EUA usam produtos Apple

    Produtos AppleEm 2011, os produtos da Apple apareceram em 17 dos 40 filmes que arrecadaram o primeiro lugar nas bilheteiras norte-americanas, o que equivale a 42,5% das produções.

    Como destaca o Blue Bus, o resultado rendeu à marca, pelo segundo ano consecutivo, o prémio de "Overall Product Placement", no âmbito dos Brandcameo Awards. Em segundo lugar ex-aequo ficaram a Dell, a Chevrolet e a Ford, que apareceram em 22,5% dos filmes mais vistos. Já em terceiro surgiram a Cadillac, a Coca-Cola e a Mercedes-Benz, com 17,5%.

    De acordo com o mesmo meio, entre 2001 e 2011 a Apple apareceu em mais de 1/3 dos filmes mais vistos nos cinemas do mercado americano. Só em 2012, e ainda que estejamos no início do ano, a marca já apareceu em 50% das produções campeãs de bilheteira.



  • “Shortlist 98”, um artigo escrito a 42 mãos

    A memória não se perde com a idade. Pelo contrário, vamo-la conquistando com o tempo. Quanto mais novos, menos olhamos para o passado. Só interessa o que vem a seguir, sobretudo se trabalhamos num mercado tão obcecado com a novidade como a publicidade. Mas, com os anos, tenho vindo a ganhar curiosidade pelo que ficou lá atrás. Vem isto a propósito do Clube de Criativos, que faz 20 anos. O tema deste ano é “Isto não é para velhos” e aí nos encontramos com o novo, ou este não seria um festival de criatividade. Mesmo não sendo nova, fui convidada a participar na exposição “Novas Glórias”, organizada pelo Marco Dias e o Manuel Peres dentro da curadoria das artes. Não sou artista, nunca tive essa urgência, mas quis usar o convite para reflectir e expor sobre a memória. A memória ajuda-me a escolher e a rejeitar ideias. “Isto já foi feito”, “Isso faz-me lembrar uma ideia que vi”. A memória é um critério, mesmo quando é uma memória das curtas. Olhamos para o lado e para o passado recente, mas pouco conversamos com a nossa memória mais comprida. Raramente reflectimos sobre o que se fazia há 20 anos, como se fosse impossível inspirarmo-nos no que não muda e no que já não somos. Quando o Marco sugeriu “faz o que te apetecer. Pinta, escreve, desenha, fotografa”, eu decidi fazer uma pergunta. “O que achamos agora do trabalho de há 20 anos?” Fi-la a 20 criativos novos de 20 agências: Ana Magalhães/ Y&R Lisboa, André Sousa Moreira/Y&R Madrid, André Alves Afonso/Nossa, César Sousa/Funny How, Francisco Carvalho/Uzina, Freddy Brando/Publicis, Gonçalo Santos/Opal, Gonçalo Martinho/Kiss, Ivo Martins/Fuel, José Gomes/DDB Berlim, Luiz Medeiros/ Comon, Mafalda Quintela/The Hotel, Pedro Santos/JWT, Pedro Vicente/BBDO, Ricardo Lourenço/Jack the Maker, Roberta Batista/FCB, Samuel Simões/Solid Dogma, Sara Pinto/Partners, Sérgio Gomes/O Escritório e Nádia Pinto, freelancer. Nenhum sonhava trabalhar em publicidade. Pedi-lhes para julgar e comentarem as ideias do primeiro anuário do CCP, e com isso fizemos uma shortlist com 20 anos. Fica a opinião deles sobre a publicidade em 98, escrita a 42 mãos. As duas mãos que sobram são as minhas, que juntaram os comentários de todos no texto abaixo. Obrigada às novas glórias, ao Marco Dias e ao Manuel Peres. Este olhar para trás ajuda-me a ver para a frente. Shortlist 98 “1998 foi o ano da Expo, da luta contra a SIDA, dos rolos de filme Kodak, que tiravam no máximo 36 fotografias, de Timor, do pacman e do tamagochi, do Diácono Remédios e do Alentejo, com a loucura do dia-a-dia, e o “Boa tarde, Ti Manel”. Já nesta altura, a publicidade era um reflexo da sociedade. Foi um ano que produziu ideias que 20 anos depois continuam na nossa memória colectiva, mesmo não existindo na altura redes sociais, truques digitais nem ondas virais. Não havia uma internet cheia de referências, não existiam likes como critério de qualidade, mas havia boas ideias, simples, inteligentes, relevantes, capazes de inspirar gerações de criativos e ainda hoje serem recordadas com um carinho imenso pelos consumidores da altura. Tal como existem hoje. Afinal, uma boa ideia é uma boa ideia, e por isso não envelhece. Em 98, faziam-se trocadilhos com bilhas e campanhas de headlines. Piadas com alentejanos e mulheres “boas”, em lugar de mensagens mais inclusivas e mobilizadoras como as de hoje. O público ainda não tinha voz. Também se faziam trocadilhos visuais e pós-produções avançadas para a época, como as alfaces das Amoreiras, que agora nos parecem muito toscas. Em 98, o Photoshop não fazia milagres. A publicidade fazia-nos rir, e isso lembra-nos que ela tem esse poder. A Galp era uma marca com humor e fazia anúncios com o Diácono Remédios, e a Olá já andava a tentar convencer-nos a comer gelados no Inverno. Foi um ano de ideias que não envelheceram, apesar dos seus layouts estarem hoje cheios de rugas. Ainda só existiam anúncios com formato de anúncio, e muito deles podiam existir hoje, talvez vestidos de banner ou de post de Facebook. Já nesse ano, o que o CCP premiava eram sobretudo boas ideias. Tal como agora, existiam grandes ideias com um forte insight detrás, materializadas num copy e numa direcção de arte fora-de-série, e produção ao mesmo nível. A internet dava os primeiros passos, por isso era preciso dizer às pessoas para irem lá ver as marcas. Faziam-se anúncios de imprensa para divulgar a página Web da CP. Na profissão, não tínhamos todas as ideias do mundo disponíveis à distância de um clic. Os festivais ainda tinham poucas categorias, o que nos dá a sensação de que, por muito que elas agora se multipliquem, o que continua a prevalecer é a qualidade de uma boa ideia. Algumas ideias eram originais na altura, mas tornaram-se uma fórmula que agora rejeitamos. Algumas marcas tinham coragem de falar mal de si, como o queijo Limiano, o que parece impossível de aprovar hoje. Já existia publicidade com insights, alguns com tanto valor, como os 5 km/hora da Mercedes, que vieram a dar ouro em Cannes a outro país uns anos mais tarde. O craft era linear, fotografia em imprensa e outdoor, filmes a contar histórias “one shot” e havia zero necessidade de criar narrativas que pudessem crescer noutros suportes e trazer o público para a conversa. Foi um ano de enorme liberdade criativa, sem o machado das redes sociais encostado ao pescoço 24/7. Ainda não se usava a palavra storytelling. Havia miúdos que gravavam anúncios em cassetes. Quem era criança achará que os mais velhos terão vontade de dizer agora “no meu tempo é que era” quando olham para 98. “Foi um ano em que a publicidade ainda tinha tomates.” Texto de Susana Albuquerque Directora criativa Uzina Artigo publicado na Revista Marketeer n.º 262 de Maio de 2018

  • O que é que o tempo diz de nós

    M.ª João Vieira Pinto Directora de Redacção Marketeer Há cerca de dois anos, pediram-me para escrever uma crónica. Aquilo que partilhei na altura é o que continuo a sentir, 24 meses depois, pelo que me apeteceu repescar ideias. Porque a falta de tempo ou a gestão do mesmo é tema que me “aflige”. Não foi nem uma nem duas vezes que a minha filha comentou que a semana tinha passado depressa de mais. Confesso que, a primeira vez que o fez, sorri. A segunda estranhei, depois preocupei-me. Porque não me recordo, quando era adolescente, de ter sentido essa voracidade do tempo. As férias tardavam em findar e os dias eram longos! Entre as minhas férias e as últimas da minha filha passaram três décadas. E eu fui ficando sem tempo. Realizei-o por completo nessa conversa! Claro que já tinha percebido que vivemos a correr entre a foto que se tira com o telemóvel naquele milésimo de segundo e que é postada numa rede no milésimo seguinte. E que, enquanto recebe os “likes” da vida, nos afasta da nossa real. Ou o concerto que nem percebemos como chegou ao fim porque passámos o seu tempo (e os encores também) a partilhá-lo com outros. Que ali não estão e muitas vezes nem queriam estar! Ou ainda os almoços despachados em pé, à frente do ecrã, ou enquanto corremos para outro lado onde temos que estar. As conversas que despachamos enquanto conduzimos. A reclamação com a menina do call center que não nos atendeu no segundo que tem que atender… quando antes esperávamos todas as horas precisas numa repartição ou empresa, nem sempre perto, nem sempre fácil! A mensagem que enviamos e que só pode ter feedback imediato. Porque não faz sentido que se demore horas a responder a um SMS… enquanto, antes, gostávamos de esperar dias pelo carteiro! Depois há o telemóvel que é como que a extensão do braço, sempre à mão, durante o dia, e junto à cama, noite fora. Para estarmos em contacto total, mesmo que não o estejamos com quem mora ao lado. E à mesa, aí, há que o colocar num ângulo fácil. Para se fotografar os pratos e partilhar, com quem não quer saber! Para ter conversas que se cortam e nem sempre recomeçam. E para chegar ao fim e concluir “nem dei pelo tempo passar”. Mas passou. Só que ao lado! Há tanto dos dias que nos está a passar ao lado… mas continuamos! Com tempo?   Pelo meio dessa perda de tempo, perdemos também a capacidade de evitar erros e danos. Passámos do consumo moderado e controlado para o consumo total. Agora, nesta era do plástico (e muito de plástico), a Comissão Europeia quer acabar com ele: até 2030, todo o tipo de embalagens e empacotamento deverá ser feito com recurso a materiais reutilizáveis ou recicláveis. Ou não fossem eles, os plásticos, responsáveis por 85% do lixo nas nossas praias. Na Marketeer, investimos algum do nosso tempo neste trabalho que dá corpo ao Tema de Capa desta edição. Porque vale a pena parar e ganhar tempo! Editorial publicado na edição n.º 262 da Revista Marketeer de Maio de 2018.

  • Oceanário aposta em sustentabilidade também na loja

    Oceanário de Lisboa _#seathefuture_Loja_Pedro A pina

    Os 20 anos da Expo’98 são também os 20 anos do Oceanário de Lisboa. A celebrar o aniversário mas de olhos postos no futuro, o espaço assume um novo compromisso perante o público: em três anos, 95% dos produtos vendidos na sua loja serão sustentáveis.

    Loja essa que foi renovada, a par do restaurante e cafetaria, fruto de uma parceria com a Fundação Oceano Azul. «Já não chega ao Oceanário inspirar, envolver e educar para a conservação. Queremos hoje também provar que é possível consumir com qualidade respeitando o ambiente. É esse o nosso compromisso neste espaço que hoje inauguramos», sublinha João Falcato, CEO do Oceanário de Lisboa.

    O novo plano surge integrado no movimento #SEATHEFUTURE, cujo objectivo é redesenhar o futuro do oceano, promovendo a alteração de comportamentos e um consumo mais amigo do ambiente. Em comunicado, o Oceanário indica que o chef Kiko Martins é um dos nomes associados ao movimento.



  • Lisbon Health International Advertising Festival revela júri

    lisbon health international advertising festival

    Já é conhecido o primeiro grupo de profissionais que irá analisar e avaliar os trabalhos a concurso na edição de estreia do Lisbon Health International Advertising Festival. A organização do evento revela que a categoria “Nature” já está fechada e que são 15 os jurados:

    Zuleika Burnett (Havas Life) – presidente de júri

    Alessandro Minaker (Wunderman Buenos Aires) Diogo Pinheiro (Legendary) Edson Athayde (FCB Lisboa) Jason Kilgour (H&T) Jeromie Misenheimer (Digitas Health) João Carlos Oliveira (YR& Group) Lauren Dyer (Saatchi & Saatchi London) Pierre Loo (McCann Health) Praful Akali (Medulla Healthcare Communications) Carlos Moreno (Cossette) Daniel da Hora (DH|LO) Diego Freitas (Havas Life São Paulo) Timm Weber (Publicis Pixelpark Hamburg).


  • Huawei justifica crescimento de 300% nas vendas com campanha

    huawei p20 pro

    A Huawei acredita que a campanha de marketing “O Renascimento da Fotografia” permitiu assegurar um crescimento de mais de 300% nas vendas no último ano – comparando o P20 Pro com o P10 Plus. De acordo com a tecnológica, o trabalho originou “resultados extraordinários no âmbito do lançamento do Huawei P20 Pro”.

    Lançada em Março, a campanha permitiu conquistar os melhores resultados de vendas de um dispositivo da Huawei na Europa Ocidental, avança ainda a marca, em comunicado. Ao todo, a divulgação abrangeu 10 países, incluindo Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha.

    Além do aumento das vendas, a Huawei destaca o salto de 34% na cobertura de meios de comunicação face a 2017.

    De acordo com Andrew Garrihy, director de Marketing da Huawei para a Europa Ocidental, a campanha “O Renascimento da Fotografia” representa um salto para a marca no Velho Continente. «Estamos a construir um verdadeiro momentum, já que o nosso reconhecimento e consideração de marca estão a crescer em força», conta.

    Doner London, FCB Inferno, Wavemaker, Poke, Pixel Plus e Red Consultancy foram algumas das agências digitais e criativas que colaboraram com a Huawei no desenvolvimento do projecto.



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